GP Especialista ou Generalista

Em um mercado de competência multidisciplinares volta e meia nos pegamos questionando, o Gerente de Projetos precisa ser um especialista ou um generalista?

Até que ponto um Gerente de Projetos precisa entender de programação para ser líder de um projeto de um sistema ou de um aplicativo? Até que ponto o Gerente de Projetos precisa conhecer de design para liderar um projeto de  construção de uma nova marca ou de desenvolvimento de um catálogo?

Há quem diga que o Gerente de Projetos deve ser um especialista no assunto em que está trabalhando, dessa forma sua gestão se torna mais precisa, e sua tomada de decisões com um risco menor. Também há quem diga que este profissional deve conhecer técnicas de liderança, que deve ser um generalista, se apoiando em lideranças técnicas para sua tomada de decisão, mas tendo controle sobre as questões organizacionais do projeto (escopo, prazo, custo, riscos e qualidade).

Segundo Koontz e O’Donnell gerenciar consiste em: “executar as atividades e tarefas que têm como propósito planejar e controlar atividades de outras pessoas para atingir objetivos que não podem ser alcançados caso as pessoas atuem por conta própria” (Fonte: Koontz e O’Donnell, 1989.)

É a partir desse raciocínio que quero falar, e com isso, opinar com relação a questão especialista ou generalista.

Minha opinião é de que o Gerente de Projetos deve ser um Generalista, sendo um conhecedor de técnicas de  gestão de projetos e de liderança, um guardião de escopo e custo, um “Hub” que conecta os recursos e os stakeholders. Alguém que seja um facilitador no seu dia dia, capaz de remover restrições e impedimentos que surgem com o andamento de um projeto.  Uma coisa é certa em projetos, sejam eles de comunicação ou não; as tarefas  andam, evoluem e chegam ao seu destino final, com ou sem um Gerente de Projetos. O que faz o papel deste profissional ser tão importante e indispensável nos dias de hoje, é a capacidade em transformar este caminho que será percorrido no mais curto e com o menor número de percalços possíveis.

O Gerente de Projetos não existe para garantir que nada saia errado, ele existe para garantir que os projetos sejam entregues com o menor número de impactos negativos possíveis, e ao meu ver, este trabalho só pode ser desenvolvido se este profissional estiver focado em fazer Gestão e tendo um olhar sobre o todo. Um generalista ao meu ver, consegue ter uma óptica mais ampla, pois não estará preocupado em como aquele vídeo será filmado por exemplo, ele estará preocupado em garantir o alinhamento de todos os envolvidos, e na data determinada a tarefa deve acontecer, e que esta esteja dentro do custo estipulado no planejamento do projeto.

É PRECISO LEVAR EM CONTA O CONTEXTO EM QUE O GERENTE DE PROJETOS ESTÁ INSERIDO:

A decisão de designar um Gerente de Projetos especialista ou generalista deve levar em conta principalmente a estrutura organizacional onde este está inserido. Se a organização possui uma equipe capaz de definir aspectos técnicos, obviamente que minha defesa acima passa a fazer todo sentido, pois o Gestor terá seu foco total em fazer Gestão. O contrário também precisa ser levado em conta. O Gerente de Projetos especialista é designado em ambientes onde decisões técnicas fazem parte da sua competência, não tendo ao seu dispor uma equipe ou estrutura que permita o seu foco somente no projeto, e este deve, também, participar efetivamente em questões relacionadas ao produto ou serviço que será entregue.

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É preciso pensar que projetos são únicos, e suas necessidades seguem essa característica. Não há uma verdade intocável nesses casos, e sim o entendimento do que se adéqua melhor aquela determinada situação. Ter a mente aberta e analisar o todo no momento de definir o perfil do Gerente de Projetos pode ser um linha que separa o sucesso do fracasso.

Tem uma frase de um dos ícones em gestão de projetos no Brasil chamado Ricardo Vargas que diz: “O que faz um grande Gerente de Projetos é a capacidade de ser o maestro da orquestra”.  O que eu quero dizer com isso?

Especialista, ou generalista, coloque-se sempre como o maestro da sua orquestra.


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