Quando se pensa em Gestão de Projetos pensamos sempre numa figura apenas, presente dentro de um departamento de Projetos ou Operações, o Gerente de Projetos. Pensar fora dessa realidade departamentalizada é muito distante do que hoje temos presente no cenário profissional, mesmo em locais onde a crítica (como objeto de evolução) deve ser fundamental, que são os ambientes criativos.

Neste artigo proponho falarmos numa Gestão de Projetos para não Gerentes de Projeto.

Se partirmos do ponto que gestão tem como um dos papéis fundamentais a liderança, não a liderança delegada por força de organograma e sim conquistada pela atuação presente e relevante frente a equipe, então ela é inerente a qualquer departamento, qualquer equipe de trabalho e qualquer profissão. Sabendo disso passamos para um próximo passo, que é essa gestão “inconsciente”, gestão “conquistada”.

Gestão “inconsciente” ou “conquistada” pois ela se estabelece não por um gerente de fato e sim por um personagem ativo no projeto, que muitas vezes não tem instrução gerencial clara mas exerce essa papel. De forma prática, como é a gestão de projetos para um Diretor de Criação, por exemplo? Ou como pode ser a gestão de projetos para um Diretor de Planejamento?

Em um artigo anterior onde abordo a Gestão de Pessoas, clique aqui para ler na íntegra, comento que um projeto é composto por vários atores, sendo estes responsáveis pelo sucesso do projeto tanto quanto o Gerente de Projetos, então todos exercem papel em gestão e de projetos, todos possuem essa função de cuidar do projeto, entende-lo e aplicar a melhor solução dentro da sua equipe.

Uma equipe Criativa é conduzida de forma criativa pelo seu líder, que estimula de várias formas a criatividade desta equipe, papel que o Gerente de Projetos não pode realizar. O líder de Planejamento estimula sua equipe a pesquisa, busca de referência, papel que o Gerente de Projetos não pode exercer, então podemos dizer que todos fazem a gestão do projeto.

O assunto é bem profundo, mas trago a tona por sentir uma dificuldade grande em alguns aspectos da percepção da Gestão de Projetos, um deles e o maior acredito é na responsabilidade errada que se faz da figura Gerente de Projetos, a maioria das vezes apenas uma responsabilização negativa, mas nunca se tem a visão oposta de que existe também uma gestão acontecendo em cada etapa do projeto onde o papel do Gerente de Projetos é retirar os obstáculos, unir as equipes, prover de informação as equipes, ser a interface com o cliente para coleta de dados, e muitas outras atribuições.

O grande desafio deste artigo é propor o pensamento crítico da Gestão de Projetos pelos não gestores instituídos formalmente, mas eles existem e devem continuar existindo, sem eles o Gerente de Projetos não faz gestão nenhuma apenas um trabalho burocrático de “leva e traz”.

Sobre o Autor

Fomento o compartilhamento do conhecimento, da experiência como entrega prática e da conexão como a transformação real. Fundador do Instituto Mestre GP, também atua como professor.

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