Vivemos em um mercado de constantes mudanças isso devido a evolução de como as pessoas interagem e se engajam com as marcas, onde o novo não nasceu e o velho não morreu e marcas precisam de pessoas para serem marcas.

A maioria de nós concorda que os fatores que permeiam essas mudanças exigem uma constante atualização e aprendizado por todos os envolvidos nestas iniciativas de projetos e marketing, entre tanto nem todos estão presentes em todos os pontos de contato de um projeto, porem  temos a persona do gerente de projetos que normalmente é responsável por todos os entregáveis de uma campanha, ação de marketing, planejamento, que costuma ter um entendimento mais holístico de todas as engrenagens de um projeto.

Essas atualizações podem ocorrer em um novo conhecimento sobre metodologias, processos financeiros, logística, desenvolvimento de softwares, user experience, etc.
Muitas vezes essa atualização faz com que o GP seja o nerd da empresa, mas não se engane. Isso é apenas por que o GP costuma ir um passo mais fundo na compreensão de tudo que envolve a entrega de um projeto. Isso se deve por este profissional precisar controlar budget, cronograma, riscos e escopo (apenas ressaltando alguns dos principais elementos de um projeto).

Para ilustrar alguns exemplos vamos pensar em apenas um ponto de contato das pessoas com uma marca, exemplo um e-commerce, antigamente para se ter um e-commerce funcionando bastava ter uma plataforma, um sistema financeiro eficiente, uma boa logística e campanhas de performance sendo otimizadas diariamente, porem hoje essa realidade mudou. Empresas como a Amazon criaram plataformas para startups venderem seus produtos criando um ecosistema de logística e financeira completamente diferente da usual. A P&G criando serviço de mensalidade de detergentes para roupas iniciando um pensamento de serviço e não apenas de produto, agregando valor a marca e colocando o usuário no centro de todo o pensamento de marca. Temos também o Alibaba criando uma plataforma de e-commerce para compras com VR que irá mudar toda a dinâmica de interação com a marca e interfaces digitais.

Esses são apenas alguns dos exemplos (sem considerar que hoje o gerente de projetos muitas vezes é responsável por entregas de video, eventos, materiais de PDV, etc) da evolução dos tipos de entrega que podem ocorrer no dia a dia de uma empresa de marketing, que exige uma constante atualização do gerente de projetara que as entregas aconteçam de forma correta.

Ou seja hoje o GP precisa realizar o que eu gostaria de chamar omnidelivery, que é a capacidade de ser o facilitador e viabilizador das entregas de um projeto, independente se essas entregas são ou não as usuais do dia a dia do GP.

Não entenda que o GP é responsável sozinho por todas as entregas, não é isso que quero dizer. Sou bem claro quando falo que é de responsabilidade de todos os envolvidos em um projeto para que as entregas sejam feitas, porem a meu ver o GP precisa ter a flexibilidade para incorporar novas características (dependendo do projeto) para realizar as entregas de um projeto (que o escopo pode evoluir , da mesma forma que os usuários sofrem um processo de evolução). Ou seja um projeto pode começar com um site, depois ir para a produção de um video, depois para uma campanha de performance, depois para um evento, depois para um app mobile e quem sabe para a construção de uma loja física.

Sobre o Autor

Com mais de 12 anos de experiência de projetos e operações em agências On e Off Line, com passagens por Isobar, Havas e Grupo Newcomm. Hoje esta envolvido como consultor e advisor em novas empreitadas de pesquisa para adoção de tecnologias disruptivas e Growth Hacking.

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