O Mestre GP entrevistou especialista no assunto para explicar a importância do Design Thinking no mercado publicitário

 

Charles Burnette, professor norte-americano e uma das maiores autoridades no assunto, define o Design Thinking como um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar as informações de ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento. O mercado publicitário está diferente e exige resoluções criativas. É exatamente o que sugere o Design Thinking, procurar meios de solucionar os problemas de forma inovadora.

O Design Thinking é uma abordagem que busca a solução de problemas de modo coletivo e colaborativo com uma perspectiva de empatia máxima com todos os envolvidos – consumidor final e colaboradores. É um jeito de pensar que propicia, principalmente, a solução de problemas complexos de maneira simples e centrada no ser humano.

O Mestre GP conversou com Flora Alves, sócia fundadora da SG Aprendizagem Corporativa, sobre o Design Thinking e a corrente de metodologias ágeis na gestão de projetos. “Podemos entendê-lo como uma nova forma de pensar e gerar valor. O Design Thinking está pautado em três valores que permeiam todas as etapas do processo. São eles a empatia, a colaboração e a experimentação”, afirmou.

Flora é autora de best-sellers e atualmente dedica sua carreira à pesquisa de novos métodos de aprendizagem. Confira a entrevista:

 

[Mestre GP] Por que o Design Thinking funciona?

[Flora Alves] Vivemos uma mudança de mundo e paradigmas. Conceitos como economia criativa e sustentabilidade nunca estiveram tão presentes. O Design thinking funciona porque compreende que a colaboração tem maior potencial de geração de valor e oferece uma nova perspectiva para que contribuições diferentes sejam acolhidas sem julgamento de valor.

A volume de informações e velocidade das mudanças faz com que seja necessário encontrarmos novos caminhos para a criação de soluções que sejam desejáveis, tecnicamente possíveis e financeiramente viáveis. A combinação dessas lentes faz com que o Design Thinking funcione. A prototipagem, que é uma das etapas do processo, propõe que as soluções sejam experimentadas de maneira rápida, suja e barata de modo a testarmos a sua viabilidade sem fazermos grandes investimentos.

 

[MGP] Como utilizar o Design Thinking?

[FA] O Design Thinking possui 7 etapas que permitem, a partir do entendimento de um problema (ou desafio), divergir e questionar para ampliar o entendimento do contexto a partir de uma perspectiva multidisciplinar para depois convergir de modo a conceber um novo ponto de vista do qual acontece a ideação (geração de ideias) que darão origem a protótipos que viabilizam testes dos quais incorporamos aprendizados para chegar à solução final.
Por ser uma abordagem empática, o Design thinking é um processo colaborativo por meio do qual a experimentação se materializa de forma rápida e viável financeiramente

 

[MGP] Qual é a sua visão sobre as metodologias ágeis e como elas podem ajudar?

[FA] Hoje, as metodologias ágeis estão presentes nos mais diversos segmentos e podem nos ajudar a ganhar assertividade e velocidade ao mesmo tempo que otimizamos recursos e geramos valor.

Nosso pensamento não é linear assim como a sociedade hoje é não linear, multidisciplinar, conectada e imprevisível. Os assuntos se misturam e se recombinam, as empresas trabalham sem hierarquias e hoje executamos várias tarefas ao mesmo tempo. Na minha opinião, as metodologias ágeis nos ajudam a acompanhar esta rede de conexões fazendo novas combinações de repertório (nosso e de outras pessoas) para que possamos dar melhores respostas em ambientes cada vez mais complexos.

Sobre o Autor

é jornalista formado no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Analista de Comunicação no grupo Digitalks, Gabriel também tem experiência na área de jornalismo político. Trabalhou em agências de comunicação e na Câmara dos Deputados. Gosta de produzir conteúdos digitais e foca no Marketing Digital.

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