Neste artigo abordarei um assunto muito conhecido na disciplina de gerenciamento do tempo e também atrelado à imagem do GP: o cronograma.

Acredito que atualmente o cronograma seja o tema mais difundido na gestão de projetos. Falo isso porque quando nos referimos a nossa profissão, muitas pessoas relacionam nossa imagem a do “cara do cronograma”.

Apesar de ser um recurso muito popular, há alguns GP’s, principalmente os que seguem uma linha mais agilista de trabalho, que sequer o usam. Se analisarmos este cenário, tem quem não use cronograma, entretanto faz uma boa gestão de projetos, utilizando outros métodos e ferramentas igualmente eficazes, e ao contrário disso, há os que levam horas construindo ou se dedicando a ele e não conseguem resultados positivos.

Na verdade, uma das coisas que devemos ter cuidado é acabar virando gerente de cronograma e não de projetos. Ser refém de cronograma é um problema! Precisamos evitar executar atividades de cronograma fielmente e deixar outras funções importantes de lado, arruinando os projetos no fim do dia.

Se olharmos historicamente, a concepção de cronograma com o gráfico de Gantt  (Henry Gantt), no qual conhecemos hoje, se inicia por volta dos anos de 1910-1915. Anteriormente a isso a humanidade concebeu diversos projetos que obviamente não fizeram o seu uso, como: pirâmides do egito, muralha da China, todas as construções da era medieval, muitas outras pós revolução industrial e recentemente muitos projetos de tecnologia. Aonde eu quero chegar? O cronograma é apenas uma ferramenta dentro da disciplina de projetos.

Mesmo apresentando todo este cenário, eu particularmente utilizo cronograma em meus projetos e acredito que ele traz uma visibilidade gráfica muito interessante.

Na verdade, considero que o uso de cronograma se torna cada vez mais vital quando a complexidade, periculosidade e tempo de execução são maiores, tal como a grande parte dos projetos de infraestrutura.

Além disso, por ser uma ferramenta popularizada, o cronograma é uma das maneiras mais didáticas de transmitir o panorama do projeto para clientes e outros stakeholders, que já estão familiarizados com seu funcionamento.

Fechando este assunto, acredito que o cronograma é uma invenção que possui valor científico e histórico na gestão de projetos, portanto não pode ser desmerecido. Por outro lado, em termos práticos, seu uso não se faz indispensável e em alguns casos pode até atrapalhar no resultado final, principalmente se a atuação em cima dele for muito singular e religiosa.

Sobre o Autor

Head de projetos na Enext. Começou sua carreira como desenvolvedor front-end e posteriormente migrou para gestão de projetos. Já atendeu clientes como: Outback, Nestlé, Cacau Show, Grupo 3 corações, Rayovac e Votorantim.

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