A Inteligência Artificial, embora já venha sendo empregada de forma muito interessante por grandes corporações, ainda levanta muitas dúvidas e questionamentos no mundo dos negócios. Há quem diga que esse tipo de tecnologia jamais será capaz de substituir o intelecto humano e, consequentemente, poderá gerar falhas difíceis de serem reparadas.

Um exemplo clássico disso se deu no ano passado, quando um chabot da Microsoft começou a reproduzir comentários racistas e machistas no Twitter. Chamada de Tay, a assistente dizia que Adolf Hitler não tinha feito nada de errado, a propagar discursos que negavam o Holocausto e, ainda, a incitar vários outros temas extremamente inadequados. O resultado? O episódio pegou super mal e lançou luz sobre a necessidade de as empresas gerenciarem melhor o uso de inteligência artificial em seus negócios.

No episódio específico da Microsoft, o problema foi que a inteligência artificial recebeu diversas mensagens de internautas que tentavam ensiná-la a ser machista e racista. Por falta de uma gestão que previsse melhor esse tipo de iniciativa do público mal intencionado, o projeto acabou sendo mal-sucedido, quando, na verdade, a intenção era a melhor: otimizar o contato com o público usando a esfera digital.

Um alerta

Poucos meses antes de sua morte, o físico britânico Stephen Hawking (08 de janeiro de 1942 – 14 de março de 2018) alertou o mundo exatamente sobre essa necessidade de gerenciamento do uso da Inteligência Artificial. Ele falou sobre os aspectos benéficos da tecnologia, como a possibilidade de reverter danos causados pela industrialização à natureza e até mesmo auxiliar no extermínio de algumas doenças e da pobreza, mas também sobre a urgência de controlar o uso de AI com o objetivo de diminuir erros e, até mesmo, exterminar de forma desnecessária algumas funções humanas.

“Nós simplesmente precisamos estar cientes dos perigos, os identificar, empregar a melhor prática e gestão possíveis e nos preparar para suas consequências com muita antecedência”, disse Hawking durante a Cúpula da Web em Lisboa, em novembro passado.

Diante dos fatos, fica claro que os benefícios da Inteligência Artificial são maiores do que os seus pontos negativos. Por outro lado, está clara também a necessidade de ajustar os ponteiros de forma imediata, uma vez que o uso da tecnologia avança. Sem um controle imediato, esse avanço corre o risco de ser desestruturado e gerar problemas – seja como o ocorrido com a Microsoft ou outros que podem simplesmente desperdiçar a capacidade da AI de ir além em busca de resoluções mais complexas e bem intencionadas.

Otimizando negócios

O SAC 2.0, por exemplo, é um retrato de como a Inteligência Artificial pode otimizar os negócios. Por meio de um gerenciamento estratégico da empresa, um chatbot bem construído em desenvolvimento tecnológico, identidade visual e storytelling pode agilizar o atendimento ao consumidor de forma muito eficiente, poupando recursos e até energia das empresas. Quando mal gerenciada, no entanto, o uso dessa tecnologia pode acarretar em um atendimento precário e resultar em críticas no ambiente digital da marca altamente prejudiciais para sua imagem – algo que máquina nenhuma será capaz de reparar, senão apenas um especialista em gerenciamento de crises.

Seja mais ou menos complexa, a tecnologia quando empregada no mundo dos negócios tende a ser benéfica – essa, afinal, é a razão de sua existência. Por si só, contudo, ela pode perder em eficiência e até mesmo manchar a imagem do seu negócio. Portanto, fique de olho: gerenciar o uso da AI é fundamental para o seu sucesso.

Sobre o Autor

Especialista em Marketing e Tecnologia da Informação pela Fundação Getúlio Vargas, Priscilla Jacovani começou a empreender há cerca de dez anos, quando decidiu abrir mão de uma bem-sucedida trajetória no mercado corporativo, com passagens por empresas como Tivit e Serasa Experian, para repensar a carreira em um período sabático. Após a decisão de mudar de área, começou a trabalhar com projetos independentes e aos poucos estruturava seu próprio negócio voltado para SEO, UX Design, chatbots e Marketing Digital, entre outras soluções que hoje integram o estúdio e produtora digital follow55.

Você também pode curtir

Deixe um comentário