Os novos modelos de negócios já transformam o processo de trabalho; agora, é necessário capacitar os profissionais de uma empresa para que consigam desempenhar novas habilidades direcionadas a agilidade.

No Fórum Mestre GP 2019, que aconteceu no dia 21 de setembro, em São Paulo, o painel de debate sobre o “futuro da agilidade no contexto global”, com Érica Briones, Board Member da Agile Alliance Brazil, Lara Rejane, Board Member da Agile Alliance Brazil e líder de Operações da Gestão de Portfólio no Itaú Unibanco,Victor Hugo Germano, Board Member da Agile Alliance Brazil e CEO da Lambda3, e o mediador Fábio Pitorri, especialista em gestão de projetos e professor do Instituto Mestre GP, encerrou o dia de programação destinado a apresentar ao público resultados da aplicação da filosofia ágil. Assim como, as aplicações dos frameworks que esta filosofia propõe.

 

Quais os benefícios do ágil para as empresas?

A adoção da metodologia Agile é imprescindível para as organizações que querem competir na economia atual e do futuro.

“O ágil possibilita trabalhar em equipe, dando espaço para que cada profissional seja valorizado pelo seu potencial, sua multiplicidade”, comenta Lara Rejane.

“O ágil permite discutir número (dados e fatos), e não só opiniões”, afirma Érica Briones.

Para Victor Hugo, a gestão ágil traz a redução do time. “Quer ter uma solução simples? Não tenha um time grande”, reforça o CEO da Lambda3.

 

Qual o tamanho do time ideal de alto desempenho?

Para quem busca informações sobre metodologias ágeis ou conhece bem este assunto, certamente, teve acesso a informação que ter um time pequeno demais encontra restrições de habilidades e com dificuldades para entrega.

Contrapartida, também há problemas se o time for grande demais, porque esbarra no esforço para gerenciar, na organização, entre outros pontos.

Diante desse cenário, no painel sobre agilidade no contexto global, do Fórum Mestre GP 2019, foi feita a pergunta para os painelistas presentes: qual o tamanho do time ideal?

Em resposta, exemplificaram com o conceito do fundador da Amazon, Jeff Bezos, que ilustra o tamanho que ele considera ideal a um time ágil. “Times de 2 Pizzas”, por acreditar, que o time precisa ter o número de pessoas que possa ser alimentado com duas pizzas. Claro, não levando em consideração aqui, as pessoas que comem bastante.

Érica Briones afirmou que um time neste formato possibilita também ajustar a entrega para o cliente, em ciclos. “A entrega em ciclos é uma forma de apresentar o trabalho que está sendo desenvolvido e saber se estamos no caminho certo. Feedbacks contínuos evitam retrabalhos e mantém o relacionamento com a equipe e o cliente”.

 

Agilidade: contexto global x Brasil

Segundo os painelistas, os principais autores da atividade têm tratado a questão de processos e metodologias dentro de um contexto de mindset, de validação, de hipóteses e de experimentação. Assim, como vemos isso na realidade de startups, em inovação, essas disciplinas se aproximaram muito.

“Quando olho o futuro da agilidade, vejo o contexto de que maneira fazemos para a empresa como business ande para a frente, sem que tenha que pensar em estruturas que são hierarquizadas, centralizadas e modelos de trabalhos que não são escaláveis. Analisando o Brasil neste contexto, os profissionais brasileiros de tecnologia e publicidade, nos últimos anos, têm perdido a maior parte dos consultores para outros países”, disse Victor Hugo.

O Brasil está equiparado aos países considerados inovadores quando comparado as práticas, as realidades das empresas, os modelos de negócios. “Conseguimos dentro Brasil competir no ponto de vista de métodos, inovações, práticas e organizações. Hoje, tem muito conteúdo sendo gerado no país”, finalizou o CEO da Lambda3.

Em acordo com todos os painelistas, Érica Briones, encerra o painel com a conclusão: “No Brasil, estamos falando sobre coisas certas, mas fazendo coisas erradas. Agilidade é discutir humanidade”.

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