Acredito que as pessoas são movidas por desafios, pelo “frio na barriga”. Isso contribui para o nosso crescimento e, no âmbito profissional, não é diferente.
É importante entender que aqui não há romantização de sobrecargas de trabalho, horas extras, entregas fora do combinado. A abordagem se refere a projetos que nos desafiam, que nos fazem buscar crescimento, informações que fogem da nossa rotina e entrega padrão, “de fluxo”.
A inquietude profissional é necessária, motiva e nos faz ter interesse e acordar feliz para encarar os desafios do dia a dia. Importante lembrar que a rotina faz parte do trabalho e precisamos construir nossos processos, fluxos e pensar em novas formas de gestão, pois, é fundamental para o bom funcionamento de toda essa engrenagem chamada EQUIPE. Entendo que um dos nossos papéis enquanto gestores é fazer com que o colaborador continue sentindo-se dessa forma e pertencente a toda entrega. Para isso, é importante termos definições de planos de carreira, benefícios e, claro, promoções. Isso faz com que a pessoa se sinta motivada, trabalhe com mais disposição, além de ser uma forma de retenção de talentos — que favorece colaborador e empresa.
É preciso avaliar as skills determinadas para cada cargo, mas também é super importante que as características de personalidade e relacionamentos interpessoais façam parte dessa avaliação. Este planejamento, enquanto gestor, deve ser uma conversa contínua. É fundamental ser abordado em feedbacks formais, PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) e no desenvolvimento diário.
A partir dessas avaliações/feedbacks é que conseguimos entender os desafios que teremos pela frente e o que precisa ser trabalhado de forma mais assertiva para que essa promoção aconteça no tempo certo. São nessas avaliações que entendemos se as expectativas estão alinhadas — e aqui, tem que ser uma via de mão dupla, em ambiente seguro de confiança mútua, funcionar a todos os envolvidos, compreender os relacionamentos que esse colaborador tem na empresa. São saudáveis, respeitosos. Tudo isso compõe os critérios de análise. Penso que, técnicas, aprendemos estudando, mas relacionamento é construído na vivência, disposição e cuidado, SEMPRE.
Promoção não necessariamente diz respeito a cargos ou altos investimentos. É possível deixar um colaborador feliz e mostrar que está sendo reconhecido de diversas formas. Benefícios que envolvam estudos, prêmios, ferramentas para a pessoa trabalhar, tudo isso gera um bem-estar ao ambiente. Precisamos pensar sempre em como podemos fazer para termos pessoas motivadas, pois assim, teremos um time feliz e um ambiente colaborativo.
Como boa mineira, encerro meu texto dizendo: “É junto dos bão que a gente fica mió”.
Julia Nassif
Mineira, residente em São Paulo há mais de 10 anos, atleticana e tutora da Merlot. Atualmente atuo como Líder de Projetos na DPZ, na conta de GOV - SECOM. Minhas responsabilidades envolvem o gerenciamento das entregas de SACs e demandas do dia a dia junto ao time, a gestão de pessoas e o acompanhamento de alinhamentos financeiros. Anteriormente, fui PMO nos squads de Flavors and Stills – Coca-Cola, na OpenX, conduzindo as etapas de todo o processo dos jobs junto ao time. Também atuei como Gerente de Projetos Sênior na CP+B Brasil, sendo responsável pela conta do Grupo Dasa, que contava com um time dedicado em regime Always On. Nessa função, liderei, em parceria com o time de Conteúdo, a gestão de pautas de criação, a aprovação junto ao cliente, bem como a curadoria e o gerenciamento de conteúdos com parceiros.