Papo de Produtora: O futuro da parceria com agências

Falar de futuro em época de pandemia é sinônimo de adivinhação, ainda mais no mercado publicitário. Este é um tópico interessante de se pensar, pois é uma relação sobre a qual não se fala muito.

Agências já foram consideradas coisa do passado, já ouvimos muito sobre como as consultorias iriam dominar o mercado ou sobre como os grandes players como GOOGLE ou FACEBOOK iriam acabar com os intermediários, mas os oráculos falharam nas suas premonições (ainda bem) e as agências de publicidade continuam aqui, firmes e fortes.

É certo que algumas foram absorvidas ou tiveram suas operações transferidas para outras marcas do mesmo grupo, mas o mercado permanece repleto de agências e temos algumas novas sendo criadas (e com contas grandes no portfólio).

E as produtoras, como ficam? Pouco se fala delas

Explicando melhor para quem não é muito familiar com termos do mercado, produtoras são empresas que PRODUZEM o que é criado e planejado pelas agências de publicidade. Existem produtoras de filmes, de conteúdo, de fotos e produtoras digitais, sendo essa última a que melhor conhecemos, já que estamos há anos vivendo neste mercado.

Foi-se os tempos em que as produtoras trabalhavam em off, sem aparecer muito. Hoje em dia elas são assumidas e até mesmo se tornaram grife para um projeto, é um orgulho enorme ver a sua marca associada abertamente a uma grande ação, ainda mais se compararmos com o que tínhamos anos atrás. Produtoras de filmes e fotos trabalham sobre esse regime, mas para as produtoras de conteúdo ou as digitais, essa é uma nova realidade.

Muitas agências assumiram o seu papel de direito, onde fazem todo o planejamento e a criação, deixando com as produtoras a concretização dos projetos, assumindo uma posição clara junto aos seus clientes. Hoje é uma realidade ter reuniões com diversas áreas internas do cliente, muitas vezes com um papel de liderança na etapa de produção e entrega de um projeto.

Mas e no futuro, o que esperar desse relacionamento?

Como dissemos no começo, em tempos de pandemia onde muitas vezes sequer sabemos se estaremos vivos, imaginar o futuro é um desafio, mas também é uma necessidade. Por aqui, trabalhamos com um cenário onde as agências cada vez mais se especializam na inteligência do business e deixam a entrega por conta das produtoras, tendência reforçada pela economia de custos que tal movimento gera.

Agora, o grande desafio que antevemos é entender como ficará o contato inicial entre o cliente e a agência, quando um suporte maior técnico é necessário dentro de um cenário cada vez mais independente. Entenda que: produtoras têm um custo fixo próprio e quando fazem essa consultoria, não necessariamente existe um retorno imediato. Por isso, parcerias se farão cada vez mais necessárias (e confesso que esse é o nosso forte).

Outro caminho é a internalização desse braço, mas isso não necessariamente produzirá o produto desejado. Produtoras INHOUSE normalmente tendem a se tornar mais burocráticas pelo ganho de políticas empresariais compatíveis com grandes grupos, e tendem a ficar sobrecarregadas com demandas simultâneas de todas as agências que passam a atender de forma prioritária.
Nesse cenário, parcerias se tornam essenciais, onde um fluxo mais contínuo de projetos com uma produtora pode trazer uma situação de ganho a todos, porém, mais uma vez, este fluxo esbarra em empresas que demandam pesquisa de preços e concorrências abertas, o que inibe esse cenário.

E temos então um novo tema: como fica a relação agência x produtora x cliente? Bom, isso é um assunto para outro papo de produtora.
E você, o que acha disso?
Manda um e-mail e vamos continuar esse papo: borba@umstudio.com


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