Sem entrar nos detalhes que acometeram o mercado publicitário em 2016, como a crise econômica, grandes fusões, reavaliações nos modelos de negócio, etc, vou me dedicar nesse artigo a provocar uma reflexão.

Os CEOs das agências de publicidade do “futuro” poderão ser Gerentes de Projetos?

Esse mesmo questionamento fiz no último #EGPMP – Panorama 2015 e na ocasião tive o privilégio de ouvir a resposta de grandes líderes de projeto que participaram dos debates. Mas acredito que é uma reflexão que todos devemos fazer.

No ponto de vista que observei de 2015, vimos um mercado amadurecendo seu modelo, revendo estruturas, reavaliando quadros profissionais, clientes mais exigentes, menos verbas, fusões. Tais movimentos exigiram das agências projetizar seus trabalhos, organizar uma grande mudança nos conceitos de rentabilidade, não mais oriundos de grandes bonificações mas agora sendo necessário rentabilizar através da utilização correta do budget, da organização dos times, da estrutura da agência, da gestão das pessoas, a utilização de ferramentas, processos, metodologias e muitos outros pontos que um Gestor de Projetos tem a capacidade de avaliar.

A entrega permanece a mesma, mas o como entregamos mudou profundamente.

Avaliando tais movimentos vejo um quadro muito prático das soluções que um Gestor de Projetos pode enxergar numa situação como essa, o que me faz refletir e entender que este caminho não tem volta, se não tem volta quem melhor do que um Gestor de Projetos para comandar uma agência?

Entendo que o papel do CEO é de ser um líder no que diz respeito ao pensamento estratégico, do posicionamento e como a empresa deve se comportar no mercado, porém o mais importante de todos os skills de um CEO é de ser o líder da cultura da empresa.

Além da observação das movimentações do mercado os feedbacks que foram colhidos durante as atividades do Instituto MestreGP, nosso curso Cultura de Gerenciamento de Projetos para o mercado publicitário, o #EGPMP – Encontro sobre Gestão de Projetos para o mercado publicitário, a TV GP, os ColabGP, mostraram que a transformação que provocamos teve uma mudança real e necessária em quem participou. Tivemos feedbacks inspiradores de pessoas que saíram das atividades energizadas e renovadas.

Então, se o caminho que o mercado publicitário vem trilhando é de um amadurecimento nas perspectivas projetizadas do seu negócio, pautado pela mudança para uma cultura cada vez mais projetizada, quem melhor que um Gestor de Projetos para liderar esse movimento?

No livro Chief Culture Officer do escritor Grant McCracken há uma informação logo na capa, que reflete muito claramente esse movimento: “como a cultura pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma organização”, sugiro que você leia este livro em 2016.

Vimos em 2015 mudanças importantes para o mercado publicitário, mas 2016 chega para consolidarmos as transformações que iniciamos. A provocação que sugiro neste artigo deve ser encarada como uma reflexão acima de tudo, como as mudanças que vivemos em 2015 serão ainda maiores em 2016. Reflita e pergunte-se:
O que não fizemos em 2015 que devemos fazer em 2016?

Se você não absorveu a cultura da Gestão de Projetos, sugiro que comece por aí.

Sobre o Autor

Fomento o compartilhamento do conhecimento, da experiência como entrega prática e da conexão como a transformação real. Fundador do Instituto Mestre GP, também atua como professor.

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