“ Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado.” (Albert Einstein)

Business Intelligence (ou Data Intelligence), Database Marketing, Social Media, Art Buyer, Content, User Experience, Operações, Projetos, Negócios (ou Atendimento), Tecnologia, Planejamento, Criação, RTV, Revisão Ortográfica, New Business, Mídia, Produção, etc. São muitas áreas com diversas nomenclaturas que existem em uma agência de comunicação e conversando com profissionais de outros segmentos identifiquei uma dificuldade deles em entender o que é feito por essas, principalmente pelo fato dos batismos não serem óbvios.

Muitos ficam surpresos por irmos além do que é visto no Mad Men.

Dificilmente simplificaremos o que é feito e o que cada uma entrega, mas podemos tornar simples o entendimento e por isso sugiro um exercício.

Para descomplicar podemos categorizar de forma macro em aqueles que pensam, vendem ou fazem e segmentar todas as áreas abaixo. Assim um leigo pode continuar não entendendo a atuação de uma área, mas se essa estiver definida como aquela que pensa, ele sabe que a entrega pode ser um pensamento estratégico.

E para que essas categorias sejam universais, vamos deixar os nomes no idioma mais falado do mundo – que é o inglês –, ficando Business, Thinker e Maker.

Business seriam aqueles que literalmente fazem negócios com os clientes evidenciando o que a agência pode oferecer de melhor – sempre em busca dos objetivos que podem ser a venda de um produto, criação ou reposicionamento de uma marca, entre outros –, criando e mantendo relacionamentos para abrir novas portas, possibilitando um crescimento orgânico dentro desses. O que mais se encaixa é o time de Negócios que está sempre com a mão no pulso do cliente – entendendo profundamente o negócio, o mercado, as restrições e premissas – e o representa permitindo fazer um filtro de tudo o que vai ser entregue.

O Thinker tem a estratégia como principal entrega e as áreas de Planejamento, Business Intelligence, Content e Mídia com os seus planos de comunicação e insights, indicando o melhor caminho através de uma leitura e interpretação de dados provenientes de diversas fontes, podendo envolver profissionais das outras categorias – para entregar o Big Idea de uma campanha, por exemplo –. Os seus entregáveis são valiosos argumentos para a área de Business.

A equipe Maker faz o que foi planejado pelo Thinker e vendido pelo Business, como por exemplo um site, um evento, um filme, um anúncio gráfico, uma campanha ou um banner para internet. É a área que geralmente conta com mais profissionais devido ao grau elevado de esforço operacional – para que tenha coerência com o que foi pensado há uma gestão da integração entre as áreas regidas por profissionais que utilizam ferramentas, metodologias e processos –. Pode ser composta pelas áreas de Projetos, Tecnologia, Produção, RTV, ou qualquer que tenha entregas táticas.

Os profissionais e suas áreas podem flutuar em mais de uma categoria, permitindo por exemplo que uma área Maker seja Thinker em alguns momentos e Business em outros, mas reconhecida por seu core Maker.

Cada agência tem suas particularidades e um modelo único e o que compartilho nesse artigo é apenas um pensamento que não vi ninguém fazer. Uma categorização assim seria universal e simples de entender.

E você, o que achou? Ficou mais simples de explicar ou entender? Quem se encaixaria em Maker, Thinker e Business?

Sobre o Autor

Em 1998 fundou uma produtora digital e em 2001 foi contratado como web manager da agência Sun-MRM, do grupo McCann Erickson. Trabalhou na Rapp de 2002 à 2015 e atualmente é Diretor de Projetos da DPZ&T. Atuou em grandes contas do mercado publicitário como Itaú, Vivo, Natura, BMW, Pernambucanas, Rede, Shell e Microsoft.

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