A cultura organizacional foi tema da live especial feita pelo Mestre GP para o período de quarentena

 

Há exatamente um mês, o primeiro caso do novo coronavírus era revelado no Brasil. De lá para cá, muitas mudanças aconteceram. Uma delas, foi boa parte das operações de agências irem para o home office. Mas uma alteração tão impactante como essa, feita repentinamente, pode impactar no sucesso dos projetos?

Nessa questão, entra em cena um dos pilares para as operações das agências não terem grandes perdas: a cultura organizacional.

A cultura dentro do ambiente de trabalho é tão importante que virou tema da live do Mestre GP na última terça-feira (24). O encontro contou com a participação de Paulo Martinez, COO da Agência Ginga.

Fique atento no Instagram do Mestre GP! Durante o período de quarentena, toda semana terá uma live com grandes profissionais do mercado.

 

O que é cultura organizacional?

De acordo com o “Manual da cultura corporativa para o líder”, da Harvard Business Review, a cultura é a ordem social tácita de uma organização: ela molda atitudes e comportamentos de amplo espectro e de forma duradoura. As normas culturais definem o que é encorajado, desencorajado, aceito ou rejeitado dentro do grupo.

Para Paulo Martinez, a cultura em uma empresa não é muito tangível ou material, mas sim uma expressão dos integrantes do ciclo. “A cultura é muito sobre expressão e como um grupo de pessoas se expressa. Por ser expressão, ela é natural e não pode ser forçada. Não pode ser imposta, mas influenciada”, contou.

 

Como materializar a cultura

Ramon Oliveira, fundador do Mestre GP, foi o mediador da live e contribuiu dizendo que se materializa cultura nos comportamentos. “Nós tangibilizamos a cultura influenciando o comportamento de pessoas”, disse.

Martinez completou reforçando o quanto é importante as lideranças terem boas atitudes para conseguirem conduzir bons comportamentos na equipe. “A gente materializa cultura em forma de comportamentos e atitudes. Se nós como líder temos comportamentos negativos, influenciamos negativamente a cultura”.

Para Ramon, a cultura se materializa quando o ‘chefe sai da sala’. O comportamento que as pessoas têm quando uma pressão hierárquica sai é a cultura real daquele ambiente. É no comportamento de cada indivíduo que se observa se a cultura é sólida ou não.

 

Mesmo que você não veja, a cultura está lá

De acordo com o livro O Poder do Hábito, mesmo que não exista nada claro, existe uma cultura na empresa. De alguma forma ela foi criada, seja por medo ou respeito.

“Toda empresa tem uma cultura organizacional, mesmo que ela não saiba. Ela pode ter uma cultura organizacional no papel e muita bonita, mas não necessariamente será refletido na prática. Cultura é entendimento, comunicação, relacionamento, as atitudes dos colaboradores”, disse Paulo Martinez.

O COO da Ginga reforçou que o ponto é entender que é melhor saber influenciar uma cultura do que apenas deixá-la aflorar. “Se o gestor não faz nada a respeito da cultura, ele acaba permitindo ações que podem ser negativas do grupo. É importante o gestor não estar em cima, mas estar ao lado do grupo para orientar o caminho”, afirmou Martinez.

Os valores da empresa devem ser transparentes e fortificados, o que facilitará na gestão de cultura. “Se uma empresa não tem uma cultura estruturada e transparente, entra o conflito de gestão. Pois você terá que mudar algo que não tem o controle”, contou o COO.

 

A cultura organizacional e o home office

Nesse tempo de quarentena, as agências estão realmente testando se a cultura organizacional estabelecida nos escritórios é, de fato, verdadeira. Mas além dessa confirmação, cabe o questionamento se a agência se preparou para desafios modernos e se está integrada às novas formas de trabalho.

Para Paulo Martinez, o mercado evoluirá 10 anos em um ano em questão de cultura, operações e mentalidade. Segundo o COO, a mudança na cultura das empresas era algo que já vinha acontecendo, abrindo espaço para ambientes mais descontraídos e possibilidades de trabalhos remotos.

“A mudança na cultura não foi planejada, foi imposta. Mas é positiva. Saem os arquétipos de seriedade, de não poder receber ligação do filho, da família. Isso hoje já mudou. Não é mais mal visto”, disse Martinez.

Para os novos formatos de organização, o home office é aceito e em alguns casos até incentivado. Empresas que tinham essa mentalidade de novos formatos de trabalho, terão menos impactos na gestão de comportamentos da equipe.

 

3 dimensões para o home office

Na live, Paulo Martinez contou que existem três dimensões para o sucesso. São pontos que auxiliam na gestão das equipes e projetos.

1ª Estrutura

A primeira dimensão é a estrutura. A agência está preparada para trabalhar de forma remota? De acordo com Martinez, são necessárias ferramentas que permitem o foco de trabalho da equipe e o compartilhamento de informações.

2ª Organização

Outro pilar para um bom funcionamento do home office está na organização da empresa. Os acordos, os rituais e o sistema operacional. “Meu sistema operacional é o Agile. Utilizo sprints, daily meetings, rituais, mecanismos de sincronia entre a equipe e momentos específicos para pedir e solicitar atualização de status. Rituais recorrentes ao invés de rituais disruptivos”, contou Paulo Martinez.

“Não deixe a comunicação disruptiva atrapalhar as pessoas o tempo inteiro. Faça reuniões planejadas para não interromper as pessoas”, disse.

3ª Cuidado com as pessoas

“Vivemos um momento frágil. será que absorvemos as pessoas de forma empática ou apenas jogamos tarefas e trabalhos sobrecarregando as pessoas?”, questionou o COO. Paulo Martinez reforçou a importância de uma visão empática das pessoas e o cuidado para evitar que os colaboradores tenham burnout.

“Seja humano, cuide bem das pessoas, parta do princípio que somos pessoas. É um grande momento não para manter a cultura, mas evoluir a cultura organizacional”, afirmou.

Esse conteúdo foi um pouco da discussão que ocorreu na última live do Mestre GP. Acompanhe as redes sociais para participar de outros temas!

Sobre o Autor

é jornalista formado no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Analista de Comunicação no grupo Digitalks, Gabriel também tem experiência na área de jornalismo político. Trabalhou em agências de comunicação e na Câmara dos Deputados. Gosta de produzir conteúdos digitais e foca no Marketing Digital.

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