Você gerencia projetos, conflitos ou pessoas?

Controle emocional e escuta ativa. Será que alguma vez, nas entrevistas que você fez para a vaga de Gerente de Projetos, esses dois pontos foram avaliados?

Gerenciar projetos carrega, junto de todas as qualificações que já conhecemos, a necessidade de controlar as expectativas de todos os envolvidos no processo, entender suas demandas, ajudar a priorizar e mediar possíveis conflitos que podem (e vão) aparecer até que o projeto seja entregue de fato.

A gente considera o conflito aquilo que impacta negativamente no projeto. Discussões paralelas e divergências de opiniões não são conflitos, mas obviamente devem ser ouvidas e debatidas.

Na maioria das vezes o conflito se dá por questões de prazos, atividades que não cabem no período estabelecido, entrada de novas atividades não previstas naquele sprint e readequação das prioridades que já estavam estabelecidas.

Para gerenciar conflitos o primeiro passo é o controle emocional. Não se deixe levar pelo calor da conversa ou pela ansiedade das partes envolvidas. Retire-se daquela situação e busque uma alternativa olhando de fora. Pense no projeto, nos combinados, no cronograma. Entenda se alguma questão pessoal interferiu naquele prazo e se alguém da equipe precisa do seu suporte. Gerenciar conflitos pode culminar em gerenciar pessoas também.

Depois que entendeu a necessidade busque possíveis alternativas que sejam positivas para os 2 lados conflitantes. Flexibilidade no prazo para a criação junto com uma entrega faseada para que o cliente receba algo do lado de lá, por exemplo. Ouça os argumentos de todos, provavelmente você que é GP já se viu cercado de opiniões e defesas divergentes e precisou colocar a bola no chão, juntar todo mundo e entender o que estava acontecendo. Faz parte, somos o intermédio entre as áreas, é natural que a nossa figura seja vista como o ponto de partida para as discussões.

Finalmente, depois de dadas as alternativas, formalize o combinado. Mas formalize de verdade, por e-mail, copiando todo mundo que estava ali e de acordo com o que foi falado. Muitas vezes o “conflito mal resolvido”, quando não formalizado, pode ser interpretado de diversas formas por pessoas diferentes. Nesses casos, ele retorna em outra etapa do projeto, com mais força.

Para concluir, deixo para você um conselho: Quando for gerenciar um conflito, busque se isentar de qualquer preferência, intimidade, amizade que se tenha com um dos “lados”. Esse é o momento de pensar no projeto. É preciso ouvir todas as pessoas, analisar todos os argumentos e colaborar para chegar na melhor solução. Sempre lembrando que estamos em um ambiente profissional que exige empatia e respeito.


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