Ao se buscar referências sobre a origem da gestão de projetos percebe-se rapidamente que na história da humanidade sempre houve esse tipo de gerenciamento. Cada objetivo definido, seja para a sobrevivência da tribo, para realizar a construção das pirâmides egípcias ou para o desenvolvimento das soluções digitais atuais, tudo foi e continua a ser alcançado graças à conclusão de um projeto de maior ou menor complexidade.

A necessidade de termos alguém dedicado à coordenação de tarefas ou aos processos não é algo novo, mas, recentemente, tem ganhado cada vez mais relevância nas empresas. As formas de gerenciamento de projetos e suas metodologias mudaram e evoluíram ao longo do tempo, muito devido aos projetos da área de tecnologia, responsável pelo impulsionamento do desenvolvimento da disciplina nas últimas décadas.

O mesmo aconteceu com o perfil do profissional dessa área que, apesar de manter características essenciais à função, precisou desenvolver habilidades complementares de acordo com o segmento da empresa, ao tipo de projeto, à estrutura da equipe e ao produto final a ser entregue. Na maioria das áreas das empresas, há espaço para atuação de GP’s, mas muitas delas ainda não adotam a prática como estratégia de inovação, crescimento ou produtividade.

As características comuns mais frequentes, que indicam um perfil adequado às expectativas da função, incluem: conhecimento técnico, visão integrada, organização, planejamento, controle e foco em resultados. A responsabilidade básica de gestores de projetos é atuar como líder do processo, engajando a equipe em prol do objetivo definido.

Nas agências, assim como em empresas menos adeptas às metodologias de gestão, é importante encontrar pessoas com habilidades adicionais que fortaleçam a atuação como agentes de mudança e contribuam no processo de implementação de novas dinâmicas de trabalho. Exemplos de competências-chave para compor o perfil são: excelente comunicação oral e escrita, facilidade de relacionamento com diversos perfis profissionais, prática na mediação de conflitos, flexibilidade para lidar com projetos e times diferentes, bem como criatividade para buscar soluções viáveis aos obstáculos que sempre aparecem no caminho.

Dessa forma, a necessidade de se repensar as maneiras de trabalho e os perfis dos profissionais nas agências de publicidade vem tanto da mudança do modelo de remuneração praticado – tendência crescente “por projeto” ao invés de fees mensais – quanto como por conta dos tipos de projetos desenvolvidos, como cross-media, multidisciplinares e de curto prazo. Em ambos os cenários, o expertise em gestão de projetos é determinante na qualidade do resultado a ser alcançado.

Sobre o Autor

Com 20 anos de experiência profissional, Juliana iniciou sua carreira na área de Recursos Humanos de multinacionais como DirecTV/SKY e Nike. Trabalha no mercado publicitário desde 2008 e já ocupou posições de gestão e liderança na FCB, Leo Burnett e R/GA. Além da graduação em Gestão e Planejamento de RH, tem formação complementar em Coaching e Mentoring, bem como de analista DISC pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Juliana acredita que cultura e pessoas são fatores essenciais para o sucesso das empresas. E essa mudança na percepção das lideranças é o que fortalece o RH como parceiro estratégico na gestão do negócio. É muito curiosa sobre diversos assuntos e adora conversar, ler e viajar.

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