Habitualmente, a disciplina de Gestão de Projetos é muito ligada e conhecida por seus processos, cronogramas, definições de escopo, utilização de stakeholders etc. Mas vai muito além disso. Nos casos em que aplicamos os recursos da Gestão de Projetos no mercado publicitário, o profissional a frente de sua entrega não trabalha apenas pautado em metodologias técnicas, e sim com a soma de três principais pilares de atuação:

  1. Conhecimento Técnico: aplicação de metodologia.
  2. Perfil de Liderança: empatia com sua equipe e demais áreas.
  3. Visão Estratégica: conhecimento dos objetivos de negócios da marca.

 

 

Há um detalhe importante quando observamos a figura que ilustra esse pensamento: ter visão estratégica é naturalmente skill de um profissional da área de negócios e atendimento ao cliente, mas passou a ser também habilidade de outras áreas, bem como do profissional de Projetos, tendo em vista que o gestor deve e precisa conhecer a estratégia como um todo para juntar diferentes frentes em uma mesma execução.

Nesse cenário encontramos um conjunto de atuações em benefício da marca. É o que chamamos de sinergia: “ação ou esforço simultâneos; cooperação, coesão; trabalho ou operação associados”.

 

Na prática:

Uma das formas de fazer com que essa sinergia aconteça é colocar todos os envolvidos a par dos objetivos daquela determinada campanha, seja desde seus desafios conceituais e obstáculos até suas possibilidades táticas para resolução de negócio. Parte desse trabalho para dentro das agências e muitas vezes explicado ao cliente é exercido pelo gestor de projetos que ao tomar conhecimento de um novo brief de campanha atua para que todas as áreas e profissionais envolvidos estejam no mesmo engajamento de importância. Para tanto é preciso estudar a documentação que envolve as entregas principais e secundárias, como por exemplo:

  • brief inicial do cliente com seu objetivo de comunicação;
  • planejamento estratégico;
  • construção de conceito;
  • plano estratégico e tático de mídia de acordo com investimento total;
  • reports de campanhas anteriores;
  • formatos de melhores práticas etc.

Com acesso ao estudo prévio acima, o gestor consegue então trabalhar em seu plano de projeto desde a chamada de reunião de kick off – onde todas as áreas conhecem juntas o que deve ser feito, as dúvidas a serem levantadas ao cliente, e os prazos de execução – até nas reuniões intermediárias para alinhamentos internos e encontros finais da equipe para fechamento de apresentações. Em casos específicos, o gestor também é responsável por combinar o tempo previsto de cada área para se apresentar ao cliente.

O estudo dessas frentes proporciona ao profissional de projetos segurança em sua execução inclusive para orquestrar os cronogramas de atuação, alocando assim o esforço do recurso necessário dentro do escopo exigido, bem como se preparar antecipadamente para imprevistos e riscos a tempo de dividir com a equipe diferentes tomadas de decisões.

Entender como essa engrenagem funciona e como pode ser aprimorada de campanha em campanha gera ganhos como um todo para a relação de negócios – agência x cliente, amadurecendo de forma consistente um processo que visa principalmente a gestão estratégica de marcas e suas publicidades.

Sobre o Autor

Formada em Jornalismo, trabalhou 10 anos em redações especializadas de economia e política. Como Gerente de Projetos se especializou pela FGV, na metodologia PMI; pela Scrum Study, em Fundamentos do Scrum; e pela ECA USP em Marketing Digital. Atua na área de operações e projetos há 7 anos com passagens pelas agências África; Pereira & Odell; LDC; e Tribal Worldwide, todas do Grupo ABC. Atualmente é Gerente de Projetos da agência DPZ&T, pela marca Red Bull, onde também esteve à frente da gestão de projetos das marcas Natura e Vivo. Em 2018 foi ganhadora do prêmio Mestre GP, Escolha do Júri, categoria Soft Skill.

Você também pode curtir

Deixe um comentário