O desenvolvimento da metodologia ágil está modificando a maneira de produzir, gerir e entregar produtos e serviços

 

Por Gabriel Dias* e Gabriela Manzini**

Hoje, trabalhar com metodologia ágil ajuda bastante a ter resoluções mais eficientes e com menos desperdício de tempo, material e energia. Para entender se o seu negócio está atualizado com métodos ágeis, é importante compreender os formatos e o processo necessário para implementar uma metodologia ágil.

O fundador do Instituto Mestre GP, Ramon Oliveira, e o professor de agilidade, Fabio Pitorri, falaram sobre este tema no Curso de Gerenciamento de Projetos do Mestre GP, explicando os métodos eficientes que aumentam a produtividade de uma agência e como introduzi-los na rotina da empresa. “Não tem que olhar pelo retrovisor, tem que olhar para frente. Já tem um novo jeito de fazer o que a gente faz”, disse Oliveira.

O conceito de metodologia ágil declara que é preciso encurtar caminhos e focar mais em eficiência. Detalhar muito um projeto pode ser ruim porque, às vezes, alguns passos não chegarão a ser realizados. É uma visão mais macro de resolução de problemas. A partir de soluções, surge um plano operacional de como executar as tarefas da melhor forma. Reduzir tudo em Valor e Complexidade é o foco para atingir o que os especialistas consideram o ‘mundo ideal’.

Caso o seu negócio não esteja performando da melhor forma, o caminho é racionalizar o planejamento e desenvolver novos métodos de execução. Segundo Ramon Oliveira, existem três camadas que devem ser discutidas para a implementação de modelos ágeis:

1 – Filosofia

Tanto a Lean quanto a Agile são exemplos de filosofias de gestão. Empregar essas formas ágeis de pensar é o primeiro passo para garantir que os valores vão estar presentes no dia a dia.

2- Metodologia

Podem ser escolhidos métodos como Scrum, Kanban e XP. Essas dinâmicas vão desenvolver e agilizar os processos.

3- Ferramentas

Hoje estão disponíveis diversos sistemas de softwares e programas que auxiliam nas execuções de tarefas. Tais tecnologias facilitam o controle dos procedimentos.

Barreiras na transformação da metodologia ágil

Transformação ágil não acontece de uma hora para outra”, afirmou Ramon Oliveira sobre a implantação de agilidade nos processos. É necessário tempo e tentativas para encontrar a solução ideal.

A mesa de performance é cobrada por resultado e, muitas vezes, aquela mesa de performance se apoia em tentativas e testes. “Tem tiro certo e outras que vão ser ensaios e que não sabemos ainda que retorno vai dar”, afirmou Oliveira. Segundo ele, precisa pesar o que é baixo risco e alto risco; é essencial ter um equilíbrio para investir em inovação e não quebrar.

Outra dificuldade é manter uma metodologia ágil. É de extrema importância se atentar aos cuidados de manutenção do método. Assegurar a perenidade e estabilidade podem ser as maiores barreiras encontradas no caminho.

Reflexões necessárias sobre o valor entregue

A ideia inicial de implementar uma metodologia ágil é maximizar valor e otimizar tempo. Para isso, deve-se levar em conta reflexões sobre o valor entregue, a iteração com o cliente e o contato com a equipe.

Conhecer sua equipe e a forma como o time executa tarefas vai ajudar a ter uma entrega mais assertiva. Além disso, é imprescindível compreender o valor que aquela entrega tem para o cliente, o quanto aquilo é importante para ele dentro de uma estratégia de negócios. Para tal, responder a perguntas de “Como você faz e entrega?” e “O que pode ser melhorado?” fazem parte do processo de implantação de uma metodologia ágil na rotina dos funcionários.

Para entender o valor entregue, é preciso levar em consideração o conhecimento, a competência, as dificuldades e o perfil das pessoas envolvidas naquele projeto. Em um bom planejamento, não é só a complexidade e dificuldade de fazer algo que têm importância, mas também o quanto o produto ou serviço agrega valor ao cliente ou negócio.

Em relação ao produto, também vale destacar que da conhecida proposta do MVP (Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável, em português) estamos passando a usar a MLP (Minimum Loveable Product ou, Produto Mínimo Encantador, em português). Ou seja, o mínimo que dá para fazer, com o mínimo que o seu público-alvo espera.

Dividir metas pode aumentar os resultados

“Quando você faz sozinho, talvez faça mais rápido, mas também não vai mais longe”, Fabio Pitorri, professor do Instituto Mestre GP e Especialista em Gestão de Projetos.

Algo que se fala no modelo ágil é não ter meta individual. Pessoas dividindo e compartilhando metas podem alcançar resultados superiores aos que traçam um caminho solitário. “Quando se trabalha em grupos multidisciplinares a ansiedade baixa, porque a gente sabe o que está acontecendo, rende mais, trabalha mais e bate mais metas.”, afirmou Fabio Pitorri, durante sua aula no curso do Mestre GP. “Heads têm função [definida] e devem controlar os grupos”, complementou.

Às vezes, silos são quebrados e há trabalho em conjunto, mas não existe respeito com o trabalho de determinado departamento ou pessoa. A solução para isso é fazer com que cada um conheça as dores do outro e promover um o alinhamento de expectativas. “Quando junta as pessoas em torno de um objetivo comum, naturalmente você vai ter um pouco mais de empatia”, disse Pitorri.

No curso, foi dado o exemplo da Jüssi. Na agência, os silos ainda ocorrem, mas os heads têm a tarefa de fazer a equipe trabalhar em conjunto. Já é realidade também na agência a “virtualização”, ou seja, não é mais necessário apenas a presença física para que os funcionários se sintam pertencentes a uma equipe também. Por isso, este alinhamento se torna ainda mais fundamental.

“Agil é 80% pessoas e 20% processos”, Fabio Pitorri.

>> Leia ainda: “O que vem primeiro: a cultura ou o ambiente? O ovo ou a Galinha?”.

*Gabriel Dias é jornalista formado no Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. Analista de Comunicação no Digitalks, Gabriel também tem experiência nas áreas de jornalismo político. Trabalhou em agências de comunicação e na Câmara dos Deputados. Gosta de produzir conteúdos digitais e foca no Marketing Digital.
**Gabriela Manzini é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo, trabalha com comunicação desde 2008 e é especialista pós-graduada em Comunicação Corporativa pela Cásper Líbero com nanodegree em Marketing Digital. Atua hoje com comunicação estratégica, marketing digital, especialmente marketing de conteúdo e inbound. Em suas passagens por agências de comunicação e marketing, já atendeu clientes como Microsoft, Philco, Wacom Brasil, Toshiba Brasil, Citibank, Credicard Hall, Omron, Internacional Shopping Guarulhos, e os cantores Fábio Jr. e Paula Lima. Na área corporativa, trabalhou no departamento de marketing da Shoestock e é a atual Head de Conteúdo do Digitalks, empresa do grupo iMasters, referência em marketing digital no Brasil. Possui ainda expertises em planejamento estratégico, design thinking para inovação, comunicação interna e endomarketing, além de prestar consultoria em mídias sociais para pequenos negócios.

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