Sobre metodologias ágeis, CEOs afirmam: “O sucesso na implementação ágil depende da ruptura da cultura organizacional”

 

Palco do Fórum Mestre GP 2019.

As metodologias ágeis para gerenciar projetos tem sido hoje cada vez mais utilizadas no mercado. Nas grandes organizações, por exemplo, elas promove mudanças expressivas nos processos de produção. E o movimento não tem sido diferente com o setor publicitário.

Com origem no setor de desenvolvimento de software em meados de 2001, o manifesto ágil aborda valores que geram eficiência nos resultados das equipes.

Diante da velocidade que caminha o mercado, atualmente, é comum uma organização se deparar com a necessidade de aplicar novos modelos de negócios, testando erros e acertos de serviços e produtos.

Essa “corrida” exige das empresas mais agilidade e foco na entrega para o cliente, ou seja, que coloquem em prática a rapidez que o mundo dos negócios determina. No entanto, no manifesto ágil, o foco não está somente direcionado para a entrega de um produto ou serviço com agilidade, mas também, e com a mesma importância, os valores humanos.

Foi esse o foco do painel de debate realizado no Fórum Mestre GP 2019 sobre “Como implementar metodologias ágeis dentro da sua organização, com Cecilio Fraguas, superintendente no Itaú Unibanco, Fábio Meneghati, CEO na agência Greenz, e Victor Vieira, sócio e Head de Planejamento na agência Fess’Kobbi.

De acordo com Fábio Meneghati, CEO na Greenz, para implementar metodologias ágeis em uma organização, é necessário utilizar Squad, um modelo organizacional que consiste em dividir a equipe em pequenos times multidisciplinares. “A barreira vai se extinguindo naturalmente. O profissional que não se adapta, toma a decisão voluntariamente de sair da empresa”, afirma o CEO.

 

Como adaptar o profissional de publicidade a metodologias ágeis?

O head de Planejamento da Fess’Kibbi, Victor Vieira, alega que o ponto inicial para adaptar o profissional do mercado ao Agile, é focar na busca de um perfil com skill multidisciplinar. “Além disso, é importante a empresa transmitir segurança, saber receber esse profissional para que sinta alocado e invista em treinamentos”, afirmou Victor.

Para Cecilio Fraguas, superintendente no Itaú Unibanco, o ágil sem técnica é só um conceito. É necessário ter a aplicação 360° para atingir um objetivo comum.

 

Como adaptar os profissionais que já atuam na organização ao ágil?

Cecilio Fraguas e Fábio Meneghati dizem que é importante apresentar e combinar como será a nova gestão.

“O importante é esclarecer como será o processo e a gestão. Repassar o mínimo de como será esse procedimento para os profissionais não ficarem perdidos. Com isso, analisar quais perfis se adaptam melhor”, comentou Fábio.

O superintendente do Itaú Unibanco revelou que, na organização, o conhecimento do profissional vale ouro. Por isso, criaram um processo de desenvolvimento e adaptação para atuarem com metodologias ágeis. “Acredito que a segurança para mudança é o profissional se sentir seguro”, concluiu Cecilio Fraguas.

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