Quais são os processos que podemos investigar, desenvolver e treinar? – Artigo 2 de 3

Nós, que trabalhamos com gestão de projetos, estamos treinados para enxergar começo, meio e fim. Enxergamos uma timeline sem precisar de uma ferramenta e categorizamos os trabalhos e atividades já no momento que ouvimos o escopo. É automático.

Mas para alcançar o modo automático, precisamos passamos por um processo: processo de aprender, experimentar, treinar, colocar em prática (muitas e muitas vezes), aprender a errar, aprender e evoluir e assim vamos sempre nos desenvolvendo.

A grandiosidade não é se sentir pronto e sim saber que podemos aprender mais conhecendo outras formas e formatos de trabalho e por isso temos o processo de investigação.

Investigue, desenvolva e treine (muito).

Existem muitos mitos sobre desenvolver o equilíbrio emocional. Há aqueles que acham que ter equilíbrio emocional é ser uma pessoa calma, serena e plena. Outros que acham que o equilíbrio é sobre maturidade, que vem com a experiência e com a idade. Eu por exemplo, achava que o equilíbrio era sobre controle. Controlar a raiva, o medo, a ansiedade… Desmarcar os mitos é um processo importante para um desenvolvimento e treinamento contínuo.

Desenvolver o Equilíbrio Emocional contém o processo de investigação, desenvolvimento e muito treinamento.

A investigação nunca será sobre os outros, mas sobre nós mesmos (se você já pensou que o outro deveria ser melhor, saiba que na real, é você mesmo quem deveria). Por isso fiz questão de citar a fala do professor Yuval Harari, pois este processo precisa ser sobre nós. Mesmo que a gente tente culpar o outro, nada começa sem a existência do “eu” (você não seria xingado se não existisse).

Precisamos nos enxergar. Assumir o nosso 50% de qualquer movimento, interação e resultado do que acontece. E para enxergar da maneira mais saudável, precisamos nos conhecer, reconhecer e sempre lembrar que temos uma mente (bem tagarela). Que existe um processo já mapeado: “Pensamentos conduzem a sentimentos. Sentimentos conduzem a ações. Ações conduzem a resultados”, de T. Harv Eker.

Utilizar esse processo para recapitular algum importante resultado de uma ação realizada por nós, pode dar luz a etapas que não estávamos conscientes e por isso, uma parte de nós que a gente não conhecia.

O que enxergamos fora, é o que temos dentro.

Mas aviso, falar é fácil. O processo do autoconhecimento parece bobagem quando lemos, parece simples quando vemos alguns exercícios, mas na hora de praticar, pode ser bem doloroso. Há territórios em nós mesmos que evitamos e abafamos: realizando sempre uma atividade física, social, intelectual – isso é, estamos sempre ocupados. Não é sempre que estamos disposto a nos ver e ouvir e evitamos a nós mesmos sem perceber, porque não treinamos e tão pouco desenvolvemos.

Nada poderia ser muito mais interessante do que a gente se aprofundar sobre nós mesmos (se seu ego apareceu aqui, este não é um lugar para ele, aqui ele deveria ser flagrado).

O equilíbrio pode ser o resultado de um processo de integração, mas para integrar precisamos conectar o que está desintegrado dentro de nós. Aqui não ouso nem citar o que pode estar desintegrado (é tão pessoal), pois aqui entra um processo importante de investigação que só a gente vai enxergar. E para enxergar, precisamos saber nos ouvir.

Se precisar, conte comigo.

Não é fácil conseguir fazer isso sozinho. A gente pode se auto-sabotar, ou ser autocrítico em demasia ou ainda achar que já nos conhecemos o suficiente e nem seguimos.

E por isso, pode ser importante ter uma rede de apoio porque vamos querer desistir (está parecendo um episódio de autoajuda, não fiquem de bode de mim)!

Precisamos de referências, conteúdo, pessoas e se for necessário (sempre é bom), procure uma ajuda profissional. Mas para não cair no processo romântico, o conhecimento e o senso crítico é fundamental. Temos um volume surreal de conteúdo e material que se desdobram de várias vertentes, então se aprofunde, busque as fontes, faça perguntas…

O desafio!

Fazer com que as pessoas se comuniquem corretamente já é um desafio pessoalmente, estando longe então vira um daqueles pratinhos que não pode cair, mas as ferramentas e tecnologias estão aí para isso mesmo, são diversas opções sem desculpas para um “não sabia”;
Chegando ao final de mais um artigo, eu te convido para um exercício prático e rápido: fique parado de 3 a 5 minutos, em silêncio, sem fazer nada! Só respire. Para quem já faz meditação, pode tirar de letra, mas quem nunca fez, experimente passar alguns minutinhos em silêncio.

Já brinquei com alguns alunos dizendo que este exercício é o exercício mais fácil que alguém poderia passar! O meu pedido é, fique parado, imóvel por 3 a 5 minutos. E quando terminar, traga a consciência para você (seu corpo e sua mente) e responda a pergunta: “como estou me sentindo”?

Obs: faça esse exercício num local calmo, que você possa ouvir o silêncio.


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