Para Susanne Andrade, especialista em desenvolvimento humano, profissionais da área não devem ficar preocupados com o futuro dos seus cargos, mas sim se conciliarem com as máquinas

 

No início de 2019, a Gartner divulgou um estudo que deixou muitos profissionais preocupados: até 2030, 80% do trabalho, que é feito atualmente, em gestão de projetos vai desaparecer. Isso devido ao fato de empresas aderirem cada vez mais plataformas de inteligência artificial como forma de agilizar relatórios e processos como tabulação e monitoramento.

Mas será que profissionais desta área devem se preocupar com seus cargos? Para Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano, a resposta é não.

“Atualmente, um profissional perde muito tempo com tarefas operacionais que podem ser geridas com facilidade pela inteligência artificial, pois coleta de dados, elaboração de relatórios e análise, podem ser feitas com muito mais agilidade pelas máquinas do que os humanos, porém sempre existirá a necessidade de um tomador de decisão, ou seja, alguém que faça um análise pessoal sobre o assunto”, esclareceu Susanne.

A especialista listou três pontos que comprovam a como a Inteligência Artificial (IA) tem contribuído para otimizar os processos de gestão de processos, sem comprometer vagas de trabalho.

 

1.Liderança

Embora organizações e agências estejam ainda engatinhando para popularizar os autobots para as pequenas e médias empresas, acredita-se que em um futuro próximo, os “bots” otimizem as tarefas operacionais apenas por comando de voz e instruções.

Para Susanne, é nesta fase que nascerão grandes líderes de projetos. “Os profissionais que souberem delegar para as máquinas, descentralizando as tarefas, tendem a ser mais bem sucedidos na área”, explicou.

O conceito de Machine Learning também já está virando uma realidade dentro da área de Projetos. Conforme o uso do gestor nos softwares, a máquina passa a entender ainda mais sobre o tema trabalhado e caberá o líder “ensinar” o computador para que suas tarefas sejam bem executadas.

 

2.Processos internos

A disrupção tecnológica acelerou bastante a diversas áreas no Brasil e no mundo. Os processos internos dentro das empresas foram otimizados, sendo desde a assinatura online de um documento até o treinamento de equipes por vídeo conferências ou plataformas de e-learning.

“Com a disrupção tecnológica, o uso de ferramentas atreladas ao trabalho tem sido um ‘importante segredo’ para que as empresas passem a tratar com maior agilidade os seus processos”, explicou Susanne.

 

3.Soft skills

A tecnologia fundamental nesse movimento se refere ao desenvolvimento de soft skills dos colaboradores, o que possibilita uma gestão cada vez mais horizontal e de protagonismos entre todos os profissionais que fazem parte da organização, quando um “setor ágil” deve atuar de maneira inspiradora também. “Isso ocorre por entendermos que vivemos hoje em um mundo cada vez mais tech e cada vez mais touch. É a década da ‘inteligência artificial’ alinhada com a ‘inteligência emocional‘”, concluiu.

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