Existem diversos tipos de gestores, comerciais, administrativos, financeiros entre outros. Cada um deles tem funções e aptidões específicas, demandadas pelas suas áreas de atuação.

Nesse texto, vamos falar de dois gestores que enfrentam desafios e possuem rotinas bem distintas, mas ainda há quem pense que ambos fazem quase a mesma coisa, eles são: o gestor de projetos e o gerente de operações. A seguir vamos ver alguns dos principais fatores que diferenciam a maneira de gestão desses dois profissionais.

Exclusividade x Linha de Produção

A primeira característica que podemos citar e que já diferencia os dois modelos de gestão é a maneira de confecção e desenvolvimento do produto ou serviço.

O projeto tem a característica de ser único, ou seja, a sua execução vai resultar na criação de um novo produto ou serviço com características peculiares. Enquanto a operação não tem essa questão de sempre ter algo novo em desenvolvimento. É claro que você pode inserir e transformar processos na sua empresa, mas na operação algo novo não é criado a toda hora.

A gerência da operação está muito mais ligada ao fato de administrar as rotinas e fazer com que elas funcionem bem. Já a gestão de projeto está focada em planejar, executar e coordenar uma ação exclusiva que está sendo executada pela primeira vez.

Temporário x Contínuo

Outra diferença importante é que o projeto é temporário e a operação é vitalícia. O projeto tem um objetivo final e precisa ser concluído em um determinado tempo, já a operação de uma empresa, seja ela para a produção de um produto ou o fornecimento de um serviço não tem um fim esperado, afinal, a meta das empresas é manter seus produtos e serviços ativos no mercado sem previsão de término.

Mudança de Estratégia X Previsibilidade

Durante o desenvolvimento do projeto, o gestor tem a possibilidade de fazer mudanças e tomar decisões diferentes para atingir o objetivo final. O gerente e sua equipe vão aprendendo e adquirindo novos dados conforme o projeto vai se materializando. Já para um gestor de operações, novas informações não chegam com tanta frequência o que torna o processo ou linha de produção mais previsível.

Que fique bem claro que, de maneira alguma estamos dizendo que o gestor de operações não deve pensar em inovações e formas diferentes de otimizar processos, pelo contrário, ele pode sim sugerir mudanças, porém, é importante entender que o foco desse tipo de gestor deve ser o bom andamento da operação que, geralmente, se dá em larga escala e utiliza mecanismos sequenciais.

Equipes Momentâneas X Times Permanentes

Gerenciar uma equipe é sempre um desafio, mesmo porque esse grupo de pessoas precisa estar alinhado com o objetivo da empresa, entender a função e a maneira como cada indivíduo colabora para a realização do trabalho e aprender a lidar uns com os outros.

Nesse sentido, um gestor de operações ganha uma vantagem, uma vez que, tem uma equipe permanente para gerenciar. Em um time de operações, não é comum, ou pelo menos não se espera que seja constante a rotatividade de pessoas. Em compensação, as equipes de projetos variam de acordo com cada trabalho e pessoas diferentes são escaladas a cada etapa.

Problemas Inesperados X Fórmula Pronta

Outra diferença importante entre os dois gestores é que, na área de operações, o profissional já possui uma boa parte das informações, afinal, existe um modelo de funcionamento da produção e, como a rotina não muda muito, é mais fácil estar mais preparado para enfrentar possíveis problemas.

Para um gestor de projetos essa realidade é diferente. Como já falamos aqui, cada projeto é único e, por tanto, não tem uma fórmula pronta. As situações enfrentadas serão sempre novas e alguns dados importantes só se tornarão conhecidos durante a execução do projeto. Por essa ração, quem gerencia projetos precisa ser bom em solucionar crises e ter um perfil analítico e flexível a mudanças, visto que, a qualquer momento pode surgir a necessidade de modificar alguma estratégia.

Como vimos, ambos os gestores têm desafios diferentes, e cada uma das funções exige habilidades específicas. Em qual delas você se encaixa mais?

Sobre o Autor

é jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Atua como Analista de Comunicação e Conteúdo e possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, jornalismo e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos, mas, atualmente, seu foco é o setor digital, inovações e negócios.

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