O método Scrum já existe há alguns anos, porém nem todos já ouviram falar dele. Naturalmente, a difusão dessa metodologia está mais clara nos dias de hoje, tornando-se uma ferramenta de desenvolvimento valiosa e considerável para grandes e novos projetos e sendo cada vez mais implementada no cotidiano de empresas que focam em longos e duradouros trabalhos.

Muito utilizado no ramo da engenharia e desenvolvimento de software, o Scrum pode ser uma forma muito eficaz de se atingir grandes objetivos, com rapidez e excelência, uma vez que, um de seus pontos principais, é a resolução de empecilhos e problemas que podem surgir ao longo do trabalho.

Conhecido como “Metodologia Ágil”, se refere a um conjunto de métodos e práticas baseadas nos valores e princípio expressos no Manifesto Ágil (Agile Manifest), o que inclui coisas como colaboração, auto-organização, proatividade e equipes interdisciplinares.

Vale lembrar que o Scrum não é um processo padrão, onde há uma receita dividida em etapas sequênciais que vão garantir a produção dentro do prazo e orçamento um produto de qualidade inquestionável e que encante seus clientes. Ao invés disso, o Scrum funciona como um processo de desenvolvimento para organizar e gerenciar trabalhos complexos, garantindo que tudo seja feito da maneira como planejado e não deixe passar nenhuma etapa.

O Scrum abrange práticas para que cada empresa se baseie e adicione seus aprendizados particulares de desenvolvimento e gestão e que, obviamente, sejam relevantes para a organização. Uma opção que muitos gestores têm utilizado, é a personalização do Scrum. Como? Simplesmente implementando recursos próprios e que funcionem bem para a sua empresa e necessidade no meio do processo, sem abalar a estrutura do processo.

Para entender melhor como funciona o Scrum e como o método pode ajudar você a gerir novos e grandes jobs, vamos separar as funções e práticas. Os papéis fundamentais são:

Product Owner, que será a “cabeça” do projeto, aquele que, além de trazer o novo trabalho, vai separar tarefas e supervisionar tudo o que está sendo realizado, dar as primeiras diretrizes e, principalmente, definir metas, ou seja, por onde começar, o que incluir e onde deve-se chegar.

Scrum Master é o cara que vai ajudar a equipe, uma espécie de facilitador que servirá, indispensavelmente, como guia, mentor e cuidar para proteger a equipe das interferências externas e qualquer coisa que possa atrapalhar a produtividade. Funciona como um coach, trabalhando para que a equipe abrace os valores e ideias do projeto.

Time Scrum, como o próprio nome já diz, é a equipe que vai desenvolver o projeto. Eles que darão as ideias definirão o conteúdo, desde que, claro, não fuja do foco e da meta.

Depois dessas definições, vem a parte prática. O product owner imagina a ideia final do projeto e, através de um processo chamado Grooming, ele desmembra o mesmo em um conjunto de funcionalidades em uma única lista em ordem de prioridade. Essa lista se chama Product Backlog. Assim, é feita a primeira reunião de Planejamento de Sprint, que é o ciclo de desenvolvimento de cada um dos itens do product backlog, onde as atividades são agrupadas em períodos de 2 semanas ou mais. Ou seja, cada Sprint (cada conjunto de tarefas), vai ter seu tempo hábil, podendo ter 2, 3, 4 ou quantos sprints forem necessários, não há um mínimo e nem um máximo para isso.

Ah, e não se esqueça, todos os dias, preferencialmente no mesmo horário, se reúna com todos os envolvidos para que respondam as seguintes perguntas:

– O que eu fiz ontem?

– O que farei hoje?

– Há alguma interferência no processo?

Essa parte do processo se chama Daily Scrum e é necessária para manter o prazo e para que o processo de desenvolvimento do projeto não pare ou fique estagnado em algum problema que impeça sua continuidade. Essa prática também é conhecida como Stand- Up Meeting, uma vez que, na maioria das vezes, é realizada em pé, bem informalmente, com o intuito de ser objetiva.

No final do Sprint, existem duas atividades adicionais que são fundamentais. Uma delas é chamada Sprint Review, cujo objetivo é verificar e adaptar o produto que está sendo criado. Já o Sprint Retrospective tem como objetivo verificar necessidades de adaptações no processo de trabalho. Não confunda!

Após esse processo todo temos então o Definition of Done, que seria a Definição de Pronto, ou seja, a conclusão do projeto após as verificações de necessidade de adaptação do mesmo ou do trabalho para os próximos Scruns.

Esse método de desenvolvimento é ideal para manter a ordem de projetos grandiosos e garantir que nada saia do lugar e seja feito da maneira pré-estabelecida, visando sempre a objetificação final do que está sendo construído. Além disso, ajuda a manter os prazos junto da equipe e do cliente contratante do seu serviço. Tem funcionado bastante e traz mais dinamismo e interação dentro do ambiente de trabalho, afinal, um time é um time e deve entrar em contato para que a força de todos atinja a meta em um trabalho conjunto e com mérito de todos.

O método pode (e vai) parecer confuso no começo, mas o seu desenrolar com certeza será de grande valia e ganho para a corporação e para cada profissional individualmente, além, como o próprio nome já diz, de gerar um desenvolvimento muito mais ágil do que a maioria dos métodos utilizados para grandes e complexos projetos.

Cases de sucesso estão por vir. Aproveite!

Sobre o Autor

É sócio na GTC, responsável pela gestão de todas as operações da empresa, coordenação de equipes e desenvolvimento de projetos, estando também à frente dos projetos de tecnologia.

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