Abraçando as diferenças: o futuro da publicidade sob um olhar mais diverso e inclusivo

A diversidade é considerada como a representação daqueles que são diferentes e/ou que fazem parte de minorias, já a inclusão tem o papel de acolhimento e desenvolvimento dessas pessoas. Mas no fim do dia, ambas têm a mesma missão: trazer uma visão mais abrangente da sociedade e do mundo em que vivemos.

É comum ver a diversidade e a inclusão relacionadas a palavras como inovação, representatividade e pluralidade. Entretanto, o quanto disso é real e realmente aplicado fora do papel, ou melhor, das redes sociais?

A favor da autenticidade

A publicidade e o marketing têm papel de ferramentas para a transformação, em busca da desconstrução social e autenticidade.

Segundo pesquisa realizada pelo Getty Images em 26 países e com participação de 10 mil pessoas para elaboração do Visual GPS, um guia visual para aprimoramento de narrativas em imagens e vídeos, 79% dos entrevistados esperam que as empresas estejam verdadeiramente comprometidas com a inclusão e a diversidade na publicidade. Ainda na mesma pesquisa, 79% dizem que as marcas precisam fazer um trabalho melhor para mostrar a realidade quanto ao estilos de vida e culturas das pessoas, enquanto 44% não acham que a publicidade representa bem quem eles são. São números preocupantes, principalmente quando falamos em uma escala mundial.

De fato, hoje, a publicidade tem conseguido trazer mais representatividade ao contar histórias mais realistas para os clientes das marcas, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido, pois muitos ainda não conseguem se ver em comerciais e postagens.

A falta de diversidade e ações levianas com foco nas vendas – que, diga-se de passagem, acontecem muito – limitam a comunicação, é aí que qualquer estratégia de Customer Experience (CX – experiência do consumidor) cai por terra. O consumidor contemporâneo sente a necessidade de ser representado pela marca que consome ou que tem interesse em consumir, apesar disso ele não quer ver isso somente utilizado como marketing externo, é nesse momento que passa a perceber como e se isso é aplicado internamente.

De dentro para fora – cultura inclusiva

A ideia e prática da criação de comitês de diversidade e inclusão vem se tornando cada vez mais popular com o passar dos anos. Uma cultura empresarial mais inclusiva não se estabelece do dia para a noite, mas a mudança de mindset é uma ação mais do que necessária em prol da responsabilidade social. 

A fórmula é simples: inclusão gera diálogos, criação de novos métodos e desenvolvimento de novas ideias, que gera inovação nos projetos e satisfação dos clientes.

Os diálogos são capazes de estabelecer trocas, como a afirmação “melhor não fazer” pelo questionamento “por que não fazer?”, em busca de aprendizado.

– Palavras

+ Ações

Mais do que negócios, a diversidade e a inclusão devem ser causas, um propósito evolutivo. Em cada parte do ciclo: empresa, fornecedores, parceiros e finalmente chegando no consumidor final, todos merecem mais respeito e empatia.

 

Texto por: Gabriela Galvão

Redatora e Líder do bauc.pwr – Comitê de Diversidade e Inclusão – da bauc.ag


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